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November 15 iluminação
October 05 EM BUSCA DO AMOR
September 08 DOIS POEMAS1
Este sol, não sei se já o disse, este sol é o mar todo da minha infância. É como se fora manhã alta, os seuscabelos ardem, mas eu sonho com outra boca. Onde aprenda a ser água. 2 Setembro: que lugar para dormir - ou nessas folhas ardendo pelo chão da tarde. Como partir, deixar deserta a casa branca do corpo e da cal? E vai morrendo a terra. A que nos resta. EUGÉNIO DE ANDRADE (1923)
NOTA: Dedico este poema á minha belissíma amiga, Maria João (in «Silex», revista de letra e artes, 1, Março/1980) Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas, nasceu em Póvoa da Atalaia (Fundão), em 1923.Funcionário público. No Porto existe uma Fundação com o seu nome. Tradutor, organizador de antologias, ficcionista e poeta. Nada melhor que as suas palavras para definir a sua obra: «(...) desde pequeno, de abundante só conheci o sol e a água... aprendi que poucas coisas há absolutamente necessárias. São essas coisas que os meus versos amam e exaltam. A terra e a água, a luz e o vento (...)». August 13 O sonoNo sono entramos livres,
Não à força do fado
Mas a convite lúdico dos sonhos
Onde em cenário excêntrico
E confuso
Há conúbio de amor
Tão vivo, tão preciso
Que deixa a sensação
Maravilhosa
De sem chegar a hora
Já estarmos subindo
Ao paraíso
Edgar Carneiro
11/11/08
Edgar Carneiro nasceu, em Chaves em 1913. Licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas pela Universidade de Coimbra.
Reside há 36 anos em Espinho, foi distinguido pela Cãmara local com a medalha de Mérito.
Tem onze livros de poesia publicados, o último dos quais saiu a lume em 2003 e tem por título « Depois de amanhã ». July 25 Poesia palacianaVilancete
Senhora, partam tam tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhûs por ninguém.
Tam tristes, tam saudosos,
tam doentes da partida,
tam cansados, tam chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.
Partem tam tristes os tristes,
tam fora d´ esperar bem,
que nunca tam tristes vistes
outros nenhûs por ninguém.
João Ruiz Castell-Branco Obrigado pela visita!
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